O governo federal informou nesta terça-feira (6) que solicitou o bloqueio de 13.241 sites ilegais de apostas desde o dia 25 de setembro, data em que as bets foram proibidas no país. A média é de aproximadamente 1.103 páginas derrubadas por dia. Além dos sites, foram pedidas remoções de páginas, perfis, canais, grupos e servidores em redes sociais que atingiam mais de 17 milhões de usuários.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida altera o fluxo financeiro das famílias. O ministro afirmou que a pasta havia identificado uma saída diária entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões da poupança popular para as plataformas. Com a proibição, esse montante passa a permanecer com os cidadãos.

A terça-feira marcou o primeiro dia sem operação das plataformas de apostas que estavam autorizadas no Brasil. O Ministério da Fazenda informou que o bloqueio da última plataforma que ainda operava até segunda-feira (5) também foi requisitado. Com o encerramento do prazo para o resgate voluntário, R$ 1,325 bilhão aguardam devolução a cerca de 26,5 milhões de apostadores.

Conforme as regras estabelecidas, as empresas têm até quarta-feira (7) para repassar às instituições financeiras os saldos remanescentes identificados por CPF e conta bancária. Os dados do governo apontam que os recursos pendentes são concentrados em uma parcela reduzida de usuários: cerca de 1% dos apostadores, equivalente a 200 mil pessoas, detém 80% do saldo a ser devolvido, enquanto 3,4% concentram 90% dos valores.

A Fazenda também anunciou que investigará cerca de 40 contas com saldos superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão. A apuração busca verificar indícios de lavagem de dinheiro e possíveis ligações com organizações criminosas, correndo de forma paralela ao processo de restituição dos valores.