O mercado financeiro brasileiro passou por um dia de ajustes nesta terça-feira (6), sucedendo a forte euforia observada na sessão anterior. O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,55%, cotado a R$ 4,975. Trata-se da menor cotação de fechamento registrada desde o dia 12 de maio.

A reação do real permanece ligada aos desdobramentos do primeiro turno das eleições. Analistas e investidores avaliam que uma eventual alternância de poder pode diminuir o prêmio de risco dos ativos nacionais e criar espaço para uma agenda voltada ao ajuste fiscal. O cenário externo também colaborou, com a desvalorização do índice DXY e a queda da moeda americana frente a outros emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

No mercado acionário, o Ibovespa fechou em baixa de 0,52%, situando-se aos 205.835,29 pontos, em um movimento atribuído à realização de lucros após a disparada histórica de 7,85% registrada na segunda-feira. Apesar da retração, o índice se manteve acima da marca de 200 mil pontos, acumulando alta de 10,46% em outubro e de 27,75% no acumulado do ano.

O mercado de petróleo encerrou a sessão com variações modestas. O barril do tipo Brent subiu 0,26%, a US$ 100,58, enquanto o WTI avançou 0,01%, para US$ 89,44. Os investidores monitoraram simultaneamente os riscos geopolíticos envolvendo o Oriente Médio e sinais de manutenção da oferta global da commodity.