O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (28) cotado a R$ 5,226, registrando alta de 0,83% e alcançando o maior nível de fechamento desde o dia 30 de março. A moeda americana acompanhou o movimento de fortalecimento no exterior, impulsionada pela aversão ao risco, pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelas incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
No cenário interno, as atenções também se voltaram para as eleições presidenciais, embora as pesquisas divulgadas não tenham alterado o cenário de disputa acirrada. O Banco Central informou que o país registrou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país somou US$ 7,396 bilhões no mesmo período. Já o boletim Focus manteve a projeção mediana para o dólar no fim deste ano em R$ 5,20, com revisão para a inflação de 2026, que passou de 4,92% para 4,99%.
O Ibovespa fechou o pregão em baixa de 0,26%, atingindo 182.991,13 pontos e acumulando sua quarta sessão consecutiva de queda. Apesar da sequência negativa, o principal índice da bolsa brasileira mantém alta acumulada de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano.
No mercado de commodities, o petróleo fechou em alta, sustentado pelas tensões geopolíticas e dificuldades no Estreito de Ormuz, embora tenha reduzido os ganhos durante o dia após notícias sobre possíveis avanços diplomáticos e retomada de fluxo em oleoduto na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent subiu para US$ 97,83, e o WTI avançou para US$ 92,60.
