Após dois dias consecutivos de forte valorização dos ativos brasileiros em decorrência do primeiro turno das eleições, o mercado financeiro local passou por um movimento de ajuste nesta quarta-feira (7). O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,83%, cotado a R$ 5,016, voltando ao patamar acima de R$ 5 após tocar a máxima de R$ 5,017 na reta final das negociações. Apesar da elevação, a divisa norte-americana acumula baixa de 3,94% na semana.
O Ibovespa também interrompeu a sequência positiva recente e fechou com recuo de 0,74%, aos 204.302,33 pontos, tendo variado entre a mínima de 204.176,12 e a máxima de 206.877,47 pontos. O volume financeiro transacionado somou R$ 57,2 bilhões antes dos ajustes finais. Mesmo com a queda no pregão, o principal índice da bolsa brasileira mantém saldo positivo de 9,64% no mês e de 26,8% no acumulado de 2026.
Cenário internacional pressiona mercados
O ambiente externo contribuiu para o movimento negativo doméstico. Nos Estados Unidos, o índice acionário S&P 500 registrou retração de 0,22%, enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,36%, para 102,280 pontos. Ao mesmo tempo, o rendimento dos títulos públicos de dez anos do Tesouro norte-americano atingiu a máxima de 5,36%, a mais alta em 24 anos, antes de recuar para cerca de 5,28%. Taxas elevadas em economias desenvolvidas tendem a retirar recursos de países emergentes como o Brasil.
Os agentes econômicos analisaram a ata da reunião de setembro do Federal Reserve, que aumentou os juros dos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. O registro revelou divergências entre diretores sobre as justificativas do aperto e reafirmou a inflação como foco de vigilância. Adicionalmente, tensões no Oriente Médio mantiveram o barril do petróleo Brent para dezembro acima dos US$ 100, apesar de uma desaceleração nos preços ao longo da tarde.
