As duas principais centrais sindicais da Espanha, UGT e CCOO, anunciaram uma greve geral de 24 horas marcada para o dia 11 de novembro. A paralisação ocorre em meio à crise no setor habitacional e às vésperas do início da campanha para as eleições legislativas antecipadas.
A decisão de antecipar o pleito para 29 de novembro foi tomada pelo presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, dias após o Parlamento derrubar decretos com medidas voltadas para a habitação e em meio a protestos diários contra ações de despejo. Esta será a primeira greve geral no país em 14 anos, atendendo a um chamado de associações reunidas na Confideração de Sindicatos de Inquilinas.
Associações empresariais e partidos de oposição criticaram o anúncio. O presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais, Antonio Garamendi, questionou a legalidade da medida por não se tratar de uma questão estritamente laboral e apontou um componente político. O Partido Popular (PP) e o Vox também criticaram o momento da convocação, enquanto o primeiro-ministro Pedro Sánchez declarou que o governo respeita o direito constitucional à greve.
