O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, declarou que as autoridades eleitorais vão apurar o uso de celular pelo presidenciável Romeu Zema (Novo) durante a votação. Segundo o magistrado, a situação será analisada pelo juiz eleitoral e poderá chegar ao conhecimento do tribunal para a adoção de providências.
Em coletiva de imprensa realizada em um domingo, o chefe do TRE mineiro destacou que portar o aparelho na cabine de votação é proibido pelas regras eleitorais, configurando irregularidade e crime que pode resultar em pena de detenção. Ele também pontuou que os mesários receberam instruções para evitar esse tipo de ocorrência.
O candidato Romeu Zema justificou à imprensa que entrou na cabine com o dispositivo por não ter sido avisado para deixá-lo antes de votar. Ele afirmou que carrega o telefone o dia todo e que o aparelho não afetou seu voto, ressaltando que não tirou fotos ou realizou outras ações na cabine.
Conforme a Lei das Eleições (Lei 9.504 de 1997), é proibido portar celulares, máquinas fotográficas e filmadoras na cabina de votação. Além disso, o Código Eleitoral estabelece que a conduta pode ser interpretada como violação do sigilo do voto, com previsão de pena de prisão de até dois anos.
