Um levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil revelou que apenas 20% dos principais candidatos a governos estaduais possuem planos de governo abrangentes para o setor de saneamento básico. A pesquisa analisou as propostas de 62 candidatos com maior probabilidade de vitória ou de disputa no segundo turno, segundo pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro.

O estudo avaliou quatro eixos das políticas públicas: planejamento, regionalização e coordenação; viabilização de investimentos e superação de gargalos; governança e regulação; e metas tangíveis. Os resultados indicam que todos os candidatos abordaram ao menos um eixo. Cinco propostas foram consideradas superficiais, 44 classificadas como transversais e 13 foram integradas na categoria abrangente, contemplando os quatro eixos.

Segundo a presidente executiva do instituto, Luana Pretto, embora o tema esteja mais presente no debate eleitoral em comparação a quatro anos atrás, ainda falta profundidade e compromisso com metas claras. A pesquisa apontou que 87% dos candidatos mencionam a universalização, mas apenas 26% estabelecem metas tangíveis. Além disso, estados com indicadores considerados ruins, como Acre, Maranhão e Amazonas, registraram candidatos com menções quase nulas ao saneamento básico.