A Petrobras encerrou o pregão da última sexta-feira (2) na B3 com valor de mercado recorde de R$ 700,08 bilhões, segundo informou a própria companhia. O desempenho foi impulsionado pelo anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas.

Somente no dia, a estatal adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado, com alta de 2,81% nas ações preferenciais e 3,25% nas ordinárias. Em coletiva realizada na mesma sexta-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a segunda descoberta no poço Morpho eleva as expectativas para uma nova fronteira exploratória no país. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estimam que o potencial recuperável da bacia pode alcançar 10 bilhões de barris de óleo equivalente.

Apesar do recorde financeiro e de superar o desempenho de outras grandes petroleiras globais entre janeiro e setembro, a operação na região enfrenta questionamentos jurídicos. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) protocolou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) um pedido para suspender a licença ambiental e paralisar as atividades no bloco FZA-M-59. O órgão aponta falhas como vazamento de fluido químico e a ausência de consulta prévia a povos indígenas e comunidades tradicionais do Amapá e do Pará.