Apesar de enfrentarem dificuldades de locomoção devido a questões de saúde, eleitores idosos relataram a importância de comparecer às urnas para exercer o direito ao voto. Elenita da Silva, de 71 anos, utilizou uma bengala para votar na maior zona eleitoral do Distrito Federal, em Águas Claras, após passar por uma cirurgia recente no joelho direito. Ela afirmou que considerou não comparecer, mas mudou de ideia por acreditar que a participação é o único meio de promover mudanças.
O Brasil conta atualmente com cerca de 16 milhões de eleitores com mais de 70 anos, o equivalente a 10,6% do eleitorado nacional. O voto é facultativo para essa faixa etária desde a Constituição de 1988, grupo que historicamente registra altas taxas de abstenção, como os 60% de ausências contabilizados no pleito de 2022.
Outro exemplo de superação de barreiras foi o de Valdeci Bezerra, de 81 anos, que possui mobilidade reduzida decorrente de um tratamento contra o câncer. Auxiliado pelo filho, ele destacou a necessidade de defender o país por meio do voto. Já a professora aposentada Lucilda de Oliveira, de 76 anos, pontuou que vota pensando no futuro de seus filhos e netos, expressando o desejo de que os governantes sejam honestos e tenham caráter.
A votação também mobilizou novos eleitores, como Cecília Borgato, de 17 anos, que votou pela primeira vez no centro da capital e destacou a relevância da participação da juventude e o compromisso com pautas sociais e transporte público. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos se registraram para as eleições de 2026, representando uma queda em relação aos 2,1 milhões registrados em 2022.
