A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou a inclusão de 11 novos setores exploratórios na Margem Equatorial brasileira, abrangendo 380 mil quilômetros quadrados. A medida foi aprovada pela diretoria da agência reguladora e fundamenta-se em decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), que ampliou a plataforma continental do país após pleito coordenado pela Marinha em 2025.
A nova área engloba 501 blocos de exploração distribuídos nas bacias de Barreirinhas, Ceará, Foz do Amazonas, Potiguar e Pará-Maranhão, localizados em lâmina d'água superior a 3 mil metros. Segundo a ANP, a inclusão não gera inserção automática no sistema de Oferta Permanente nem afeta contratos vigentes, exigindo análises específicas futuras.
Entidades do setor, como o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), classificaram a expansão como um passo estratégico para a segurança energética e reposição de reservas. Por sua vez, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) apontou a necessidade de debates sobre a política energética e a coordenação estatal no uso dos recursos.
