Autoridades da Bolívia prenderam, na noite de quarta-feira (30), o procurador-geral da República do país, Roger Mariaca, e outras 13 autoridades até a manhã de quinta-feira (1º). Entre os detidos estão o ex-ministro Eduardo Del Castillo e o procurador de Santa Cruz, Alberto Zeballos, sob acusações que incluem narcotráfico e organização criminosa.
Mariaca e Zeballos haviam tido seus vistos de entrada nos Estados Unidos revogados recentemente pela administração de Donald Trump. O Ministério Público boliviano denunciou formalmente o que classificou como um sequestro de Mariaca e Zeballos, alegando que a retenção no Aeroporto de Viru Viru ocorreu sem mandado judicial ou documentos formais.
Por outro lado, o ministro do governo boliviano Marco Antonio Oviedo acusou o ex-procurador-geral de liderar uma rede criminosa voltada a proteger o narcoterrorismo, exibindo imagens de dinheiro apreendido em um veículo vinculado a Mariaca. A defesa de Fernando Cerimedo nega as acusações contra o operador digital argentino, que foi preso na Bolívia em agosto e é investigado por tentativa de feminicídio, enriquecimento ilícito e tráfico de drogas.
