Após a definição do primeiro turno das eleições presidenciais, o candidato Renan Santos (Missão), quarto colocado na disputa, declarou que não apoiará nenhum dos postulantes que avançaram para a segunda etapa. Por sua vez, o PSD, partido do candidato Ronaldo Caiado, quinto colocado no pleito, optou por dar liberdade de escolha às suas bases regionais.
Posicionamento dos candidatos
Renan Santos registrou 2,67 milhões de votos (2,24% dos válidos), enquanto Ronaldo Caiado somou 2,60 milhões (2,18%). Juntos, os dois candidatos acumularam 5,2 milhões de votos, montante que supera a margem de 2,22 milhões de votos que separou o primeiro colocado, Flávio Bolsonaro (47,03%), do segundo, Luiz Inácio Lula da Silva (45,16%).
Em transmissão ao vivo realizada após a apuração, Renan Santos afirmou que não declarará apoio no segundo turno e que não recomenda voto em nenhum dos candidatos finalistas. Já Ronaldo Caiado informou à imprensa que conversaria com o presidente de sua sigla antes de um pronunciamento oficial, ressaltando que buscou manter a coerência durante a campanha.
Diretriz do PSD
Em nota divulgada na noite de domingo, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, comunicou a liberação dos diretórios estaduais, parlamentares, lideranças e filiados para que definam livremente suas alianças no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A decisão levou em consideração a autonomia dada às instâncias regionais durante a construção das alianças no primeiro turno.
