Indicadores voltados à equidade racial na educação brasileira apresentaram crescimento no período entre 2024 e 2026, conforme dados do Diagnóstico Equidade 2026, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O documento avaliou informações relativas à Política Nacional de Equidade, Educação para das Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).
Segundo o relatório, o percentual de redes municipais com áreas dedicadas a coordenar ações de equidade racial passou de 15% para 42%, enquanto o índice nas redes estaduais chegou a 100%. A secretária da Secadi/MEC, Zara Figueiredo, afirmou que o progresso reflete maturidade de gestão para tentar reverter o histórico de crescimento da desigualdade de aprendizagem entre estudantes negros e brancos registrado entre 2005 e 2023.
As iniciativas voltadas à declaração racial também subiram, indo de 66% para 86% nos municípios e de 63% para 93% nos estados. Para Cida Bento, cofundadora do Ceert, a autodeclaração auxilia no mapeamento de desempenho e evasão, além de atuar como momento de conscientização e construção da identidade.
O levantamento do MEC aponta ainda ampliação na formação de profissionais da educação por parte das redes municipais, que subiram de 48% em 2024 para 69% em 2026. A adoção de protocolos para casos de racismo e injúria racial avançou de 59% para 93% nas redes estaduais e de 36% para 53% nas municipais.
