Uma força-tarefa composta pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pelo Ministério da Fazenda iniciou uma ofensiva contra o mercado de apostas online no Brasil. A ação ocorre após a publicação de uma medida provisória (MP) que proibiu a operação de bets no país. Como resultado imediato, 506 sites com indícios de irregularidades foram retirados do ar.
O objetivo da operação, segundo o MJSP, é interromper o acesso a plataformas que operam sem autorização e impedir a criação de novos endereços para contornar a proibição. O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) identificou que, mesmo após a MP, anúncios de apostas continuaram circulando em plataformas como Meta, Google e TikTok, oferecendo bônus e incentivos financeiros.
A MP, editada na última sexta-feira (25), estabeleceu um prazo de dez dias para a remoção de publicidades que já estavam em circulação, proibindo qualquer nova veiculação. O Ciberlab constatou, contudo, que alguns anúncios continuaram sendo publicados durante a vigência da norma. Em um dos casos monitorados na Meta, foram identificados anúncios que utilizavam nomes de páginas e links divergentes das marcas exibidas, o que, segundo o órgão, pode indicar uma tentativa de ocultar o anunciante real.
Além dos sites, o governo monitora uma rede de divulgação no Telegram composta por 43 canais e grupos, que somam 212,6 mil membros. Nesses espaços, foram identificadas promessas de lucros mensais elevados, uso de "robôs" de apostas e alegações de altas taxas de acerto. A relação dessas contas foi encaminhada aos órgãos competentes para análise técnica.
Dados do site Bet Legal, mantido pela empresa Iron Security, indicam que 440 novos sites de apostas sem registro surgiram após a publicação da MP. O governo federal reforça que a atuação integrada busca evitar que as atividades de apostas migrem para redes sociais, aplicativos ou plataformas hospedadas no exterior.
