O primeiro turno das eleições gerais registrou uma abstenção de 21,08%, com mais de 33,4 milhões de eleitores que deixaram de comparecer às urnas no último domingo (4). O índice é o maior para um primeiro turno desde 1998, quando a Justiça Eleitoral contabilizou 21,5%.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno funciona como uma eleição independente. Com o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro, os eleitores que não votaram na primeira etapa poderão exercer o voto normalmente, desde que mantenham o título regularizado.
Aqueles que faltaram ao primeiro turno continuam obrigados a justificar a ausência, mesmo participando do segundo turno. O prazo para a regularização vai até 3 de dezembro, podendo ser realizado pelo site do TSE ou em cartórios eleitorais, mediante apresentação de documento comprobatório. Quem estava em viagem no exterior tem até 30 dias após o retorno ao país.
A ausência não justificada dentro do prazo gera multa de R$ 3,51 por turno, quitada por meio de GRU, Pix ou cartão de crédito. Enquanto a situação não for regularizada, o eleitor fica impedido de emitir documentos como identidade e passaporte, tomar posse em concursos públicos, renovar matrículas em instituições públicas de ensino e receber vencimentos de cargos públicos. O título é cancelado após ausências consecutivas sem justificativa.
